Menu
Espanha / Por Aí / Portugal

Lindoso, Lobios e Soajo sobre duas rodas

Lindoso, Lobios e Soajo sobre duas rodas

Depois de todo um confinamento, depois de tantas restrições, estávamos ansiosos por poder passear, por poder desligar da rotina. Tínhamos em mente fazer a viagem de mota e por isso não podíamos ir durante muitos dias (não existe mota que comporte as malas da mulher Vívida), mas gostávamos de conhecer um sítio novo e conseguir tudo isto sem gastar muito dinheiro. Complicado, estão a ver?

Escolha do destino

Desistimos rapidamente do Gerês. Apesar de vivermos perto deste Parque Natural (somos de Viana do Castelo by the way) não é uma zona muito nossa conhecida e gostávamos de alterar isso. No entanto, achámos os preços disparatados e demasiado na moda, o que ia contra a nossa vontade de pacatez.

Depois de muito pesquisar descobrimos uma casinha no meio de nenhures, perto de Lobios, na região de Ourense, Espanha. A casinha é maravilhosa, rústica, envolta em natureza, com piscina e… super acessível em termos de preço! Como já tínhamos ouvido falar das termas naturais de Lobios nem pensamos duas vezes e agendamos uma noite.

Paragens até ao destino

Viajar de mota permite-te apreciar a envolvente com mais intensidade, sentes a frescura das sombras e o sol que te queima na pele mas quando se trata de viajar durante muito tempo seguido a mulher queixa-se (o homem não, diz que ia até Marrocos na boa!) e por isso decidimos fazer uma paragem na aldeia histórica de Lindoso. Aqui aconchegamos o estômago numa esplanada coberta por vinha e tivemos a oportunidade de visitar os famosos espigueiros. São 50, todos em pedra e bem preservados e por isso, uma paisagem bonita e fora do vulgar. No alto da aldeia encontramos o castelo. Estava fechado (maldito Covid) mas explorámos a parte exterior, bem conservada e apreciamos a vista para o rio.

Como não podia deixar de ser fomos espreitar a barragem de Lindoso e não, não é aconselhada a pessoas com vertigens. São 110 metros de altura e o mais potente centro produtor hidroelétrico instalado em Portugal.

Destino final – Lobios

Chegados a Lobios, estacionámos a nossa mota e procurámos um espaço agradável e à sombra para picnicar. Mas estava muito calor, queríamos almoçar e sítio simpático nem vê-lo. Desistimos e seguimos para a Casa Baralló, com a mente na piscina refrescante.

A nossa ideia sobre a Casa Baralló não saiu defraudada. Era acolhedora, com as suas paredes em pedra e portadas vermelhas, foi o espaço perfeito para descontrair. Fizemos o nosso picnic já na casa, junto à piscina onde passámos toda a tarde. A meio da tarde (como bons portugueses) perguntámos ao Sr. Pepe se nos arranjava um café. Ele (como bom espanhol e ciente da verdade) simplesmente disse “Nós espanhóis não sabemos fazer café” enquanto nos preparava o melhor café de cafeteira.

Para jantar foi uma aventura. Escolhemos pelo Tripadvisor um pequeno restaurante de tapas e hambúrgueres em Entrimo (a 10 minutos de Lobios) mas chegados lá e o espaço estava fechado. A zona até era simpática com uns barzitos e uma praça cheia de esplanadas mas acabamos por voltar para Lobios. Tantas voltas e tantas dúvidas e fomos jantar a um restaurante português: O Lusitano. Lambuzamo-nos com um belo de um hambúrguer e umas batatas com três molhos que foi uma maravilha!

O nosso grande objetivo era, após o jantar, fazer uma visita às termas (a água é bem quentinha e o dia tinha sido de calor, por isso pensámos em experimentar à noite também para evitar multidão) mas foi-nos dito que não era possível devido ao Covid. Azar o nosso tinham proibido uns dias antes, daí não termos encontrado informação sobre isso na net.

Sem termas, resolvemos voltar a Entrimo onde bebemos uma cerveja fresquinha para terminar a noite. Voltas e mais voltas mas valeu a pena.

Dormimos tranquilamente e acordámos com o cheiro a croissants saídos do forno. O Sr. Pepe não faz por menos e presenteou-nos com uma mesa recheada de coisas boas: pão das mais variadas espécies (torrado e fresco) e queijo, presunto e fiambre para acompanhar, bolo de noz e canela, croissants caseiros, sumo natural, melão docinho, compotas e manteigas e leite com café (daquele espanhol, não se deixem enganar, mas estava muito bom). O pequeno almoço estava delicioso.

A nossa manhã foi pela piscina porque a água estava mesmo apetitosa e depois com malas e bagagens seguimos para o Soajo.

Nosso querido Soajo

Devem-se perguntar do porquê de “fugirmos” de Espanha tão prontamente mas descobrimos que o uso de máscara na via pública era obrigatório e isso desmotivou-nos a continuar por lá. Soajo é sempre uma boa opção e foi, realmente, uma boa opção. Aquelas ruas típicas parecem saídas de contos de fadas, em todo o lado encontramos gatinhos e parece que o tempo parou. Almoçamos por lá numa mesinha de pedra e bebemos café numa esplanada à sombra. A nossa ideia era ir ao poço negro mas estava CHEIO de gente. Demos uma volta pelos espigueiros, tirámos umas fotografias e fomo-nos refrescar a Ponte da Barca na praia fluvial e já de regresso a casa.

Foram só dois dias mas foi o suficiente para conseguirmos fugir do nosso dia-a-dia e recarregar baterias. Claro que uma escapadela sabe sempre bem. Por isso, estejam atentos às nossas pequenas grandes aventuras.

2 Comentários

  • Juvenal
    1 de Outubro, 2020 às 23:51

    Bonito passeio para se fazer de mota… adoro as estradas que nos levam até à pitoresca aldeia do Soajo 🙂

    Responder
    • Pedro Freitas
      7 de Outubro, 2020 às 13:42

      Muito obrigado pelo comentário Juvenal. Nós também adoramos o passeio 🙂

      Responder

Deixa um comentário