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Estilo de Vida

A nossa vida financeira – Como é e como melhorar

A nossa vida financeira - Como é e como melhorar

A vida de casal é desafiante. Ufa! Pouco mais de um ano de vida em comum e às vezes só me apetece rifá-lo. Tudo o que precisa de ser feito em casa tem tempo, a cama pode ser feita mais tarde (e quando faz, é nítido que não foi tropa), até para ligar o aspirador tem preguiça, imaginem se tivesse realmente de aspirar. Na nossa vida financeira é mais ou menos semelhante, eu quero riscar itens da nossa to do list, ele nunca tem pressa. Mas no essencial entendemo-nos e é por isso que eu sei que a coisa até pode resultar.

Raramente discutimos, mas quando nos opomos mais veemente, o assunto prende-se quase sempre com o nosso dinheiro. Recentemente, em conversa com amigos, apercebemo-nos que separamos as nossas despesas de forma diferente dos nossos casais amigos. Enquanto uns têm apenas uma conta bancária, outros têm contas separadas e prezam a independência financeira e até algum secretismo. Nós somos um misto. Cada um tem a sua conta à ordem e a sua conta poupança. Sabemos mais ou menos o que o outro ganha e o que gasta (claramente eu estou sempre a ouvir nas orelhas porque, como mulher que sou, gasto dinheiro em roupas, calçado, cremes, cabeleireiros, tratamentos, decoração, etc…), temos despesas conjuntas e despesas individuais e temo-nos dado bem assim.
Na nossa divisão de encargos, assumimos que eu suporto as despesas de alimentação, enquanto ele fica encarregue da luz, água, gás e internet e televisão. Felizmente, fomos abençoados e não pagamos renda de casa. Despesas maiores como cortinados, candeeiros, cadeiras, ou algo do género, dividimos.
No entanto, e não perguntem porquê, como cada um de nós já tinha o seu carro, continuamos a arcar com as despesas de manutenção do carro individualmente. Ou seja, eu pago revisões, inspeções, pneus, selos e seguros do meu carro e ele do carro dele. Para os nossos amigos, isto foi estranho.
Como ele tem mota, que é unicamente para bel-prazer e não uma necessidade, acha injusto eu ter de me submeter às despesas relativas à mota. Mas a verdade é que eu também usufruo da mota e talvez fosse lógico eu contribuir. Até porque tal como a mota, também utilizo o carro dele e ele o meu. Mas lá está, é o meu, o teu e não há nosso.
Temos pensado vender os dois carros para, aí sim, comprar o nosso carro. O que pensam vocês sobre o assunto? Team conta em conjunto ou team contas separadas? Ou team destrambelhada?

Para além destas questões que, certamente, podem ser melhoradas, vamo-nos entendendo e contrabalançando positivamente. De momento, por conselho do meu homem, sigo contas de Instagram cujo tema é gestão e vida financeira, um deles é A Tio Patinhas (ele diz-me que as melhores contas sobre finanças são geridas por mulheres, não sei se é na tentativa de eu me tornar uma expert da poupança mas se é, coitado), para aprender a ser mais poupada.
O que ele me pede não é complicado. Sei que consigo juntar dinheiro se me propuser a isso. Já o fiz quando soube que ia sair de casa dos meus pais e paguei sempre a minha parte sem atrasos e sem fitas. E que bem que me soube! Mas depois disso fiquei desempregada, tive de apertar o cinto para ser capaz de arcar com as despesas de alimentação e outras que são só minhas. Quando voltei a trabalhar, senti-me mais desafogada e com vontade de comprar coisas bonitas para mim e para a casa (mulheres entenderão) e admito que a questão de poupança ficou aquém.
Agora ele pediu-me para juntar para o chamado fundo de emergência. Se não sabem o que é, nada temam, falarei sobre isso posteriormente e não é nada assiiiiim doloroso!
E se eu tenho de aprender a economizar, ele precisa de aprender a ser menos forreta. É igualmente complicado porque quanto mais uma pessoa tem junto, mais quer juntar. Se tivesse uma conta de Instagram seria o “Poupadinho”, mas não lhe digam que eu disse isto.
Ultimamente a vida tem sido ingrata, temos plena consciência de que a vida deve ser vivida, que devemos ser mais Vividus. Devemos despender do nosso dinheiro para aventuras que nos enriqueçam e, ao mesmo tempo, garantir uma vida financeira estável.
E vamos vivendo assim, à espera de dias melhores.

Eu, Vivida.

Sobre o Autor

Uma eterna namorada da literatura, vibra com as pequenas notas que encontra nas páginas dos livros da biblioteca. Decidiu viver das palavras e por isso formou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos, pela Universidade do Minho.

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